Exposições na Biblioteca Nacional
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Na Biblioteca Nacional há três motivos – exposições dedicadas à revista Portugual Futurista, Alberto Lacerda e a histórica Biblioteca dos Passeios e Arvoredos – para aproveitar estes dias para uma visita. (Para mais é quentinho sem excesso e a decoração natalícia está reduzida a um mínimo tolerável.)
Portugal Futurista, a mítica revista de número único, logo apreendido pelas autoridades, faz este ano um século. Uma pequena mostra organizada por Ricardo Marques traz cartas, recortes de imprensa e mais para sondar a “revista irrepetível, enigma editorial, pedrada no charco em tempo de guerra e aparições.” Texto do comissário aqui. Até ao dia 30.
Há uma exposição a partir do espólio do poeta Alberto de Lacerda, cujo falecimento faz 10 anos. É organizado pelo seu amigo e herdeiro Luís Amorim de Sousa. Uma figura (para mim) a descobrir mais, até 13 de Janeiro.. (Há também um texto de um ano atrás sobre o espólio, de Vasco Rosa, no Observador.)
A exposição sobre a Biblioteca dos Passeios e Arvoredos, comissariada por Ana Duarte Rodrigues, interessa-me especialmente, e voltarei a ela com mais detenimento. Foi criada em 1872 para dar apoio ao trabalho do pelouro dos Passeios, Jardins e Arvoredos da Câmara Municipal de Lisboa, e teve uma importância ainda por sondar para dar corpo concreto à “Lisboa Nova” que Ressano Garcia depois traçará. Até ao dia 30.