Im memoriam de António de Macedo (1931-2017), no Almanaque Republicano.

Arquitecto que começou a fazer filmes nos anos 60, e a escrever sobre cinema também nesta altura. Em 1964 passa a dedicar-se por inteiro ao cinema. Também se interessou pelo misticismo.

A sua extensa actividade de cineasta, com “cerca de uma dezena de longas-metragens e quase meia centena de curtas-metragens”, de forte pendor experimental, inclui longa-metragens e alguns dos nossos melhores documentários e filmes de intervenção sociopolítica. António de Macedo, injustamente esquecido, foi, de facto, um vanguardista, um esteta militante e integra, seguramente, a historiografia do “novo cinema português”.