De Sophie Limare, Surveiller et sourire: Les artistes visuels et le regard numérique (Presses de l’Université de Montréal, 2017, http://books.openedition.org/pum/3068).

Mapeia as diferentes reações (desde a crítica ao lúdico) aos dispositivos de controlo na sociedade contemporânea desde os anos 1990, privilegiando a vigilância por câmara (da CCTV ao digital). Constata a insuficiência, para compreender este campo, das ideias de Foucault, e segue por este caminho fora, encontrando três tipos de atitudes desde à arte face à vigilância: uma exploração crítica da dialéctica da (in)visibilidade, a exploração estética do dispositivo de controlo enquanto médium e uma atitude basicamente lúdica ou de desafio às CCTV, espécie de apropriação em contrapelo do dispositivo.

Par leurs interventions in situ, les artistes contemporains sensibilisent l’individu hypermoderne aux hybridations induites par les caméras qui le surveillent. Plutôt que de représenter un lieu, ils le transforment selon un projet conçu en amont. En différenciant l’espace concret de l’espace concret surveillé, ces œuvres très souvent interactives permettent aux spect-acteurs d’expérimenter la complexité de leur environnement coercitif.