Conversa à volta da Imago
Desde 2010 a colecção Imago tem traduzido para português autores incontornáveis para o pensamento contemporâneo no âmbito da “imagem”. Se hoje nomes como Georges Didi-Huberman, Victor I. Stoichita ou Hans Belting soam familiares, parte do crédito sem dúvida lhe pertence. A colecção surge pela mão de três entusiastas da imagem, João Figueira, Marta Mestre e Vítor Silva. Inicialmente o projecto editorial foi acolhido pela Dafne, a editora de arquitectura portuense. Ali aparecem entre 2010 e 2011 Estética e política: A partilha do sensível, de Jacques Rancière, O que nós vemos, O que nos olha, de Georges Didi-Huberman, e A verdadeira imagem, de Hans Belting. Estes três autores estavam a ganhar visibilidade em Portugal: Rancière e Didi-Huberman participaram nas conferências de A República por vir, na Gulbenkian, em Novembro de 2010; em Março de 2011 a própria Imago trouxe Rancière e Belting a uma concorrida conferência na Culturgest; o último fez ainda uma conferência no Carpe Diem Arte e Pesquisa.
Lobo, de Ricardo Pires, na Galeria Municipal
Na Folha de Montemor de Dezembro, “Lobo”, de Ricardo Pires.

Sonosculturas na Galeria Municipal de Montemor-o-Novo
Jorge Calado nas Oficinas do Convento
No dia 21 de Outubro Jorge Calado – coleccionador e crítico de fotografia, entre muitas outras coisas – esteve nas Oficinas do Convento, trazido por José M. Rodrigues para uma conversa à volta da luz. Literalmente: o público assistiu na penumbra à volta de uma mesa iluminada, onde se amontoavam fotografias que ao sabor da conversa iam saindo do seu invólucro de plástico-bolha.