Encontro dos Telheiros do Sul

No dia 4 de Novembro teve lugar, na Ermida de S. Pedro da Ribeira, um encontro dedicado aos telheiros, ou seja, unidades de produção tradicional de materiais de construção em cerâmica, como tijolos, tijoleiras e telhas, também designados por ladrilho, adobo, lambaz, etc. Com este encontro pretendia-se aproximar interessados e profissionais ligados à construção tradicional e ao património, promovendo a preservação e viabilidade de uma actividade essencial à preservação do património arquitectónico.

Urban aesthetics. On the modernity of Ventura Terra, architect and town planner

Book chapter published in Southern modernisms: From A to Z and back again, edited by Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia and Begoña Farré (Porto: CEAA, IHA, 2015. pp. 99-124). The entire book is available at http://southernmodernisms.weebly.com/uploads/3/0/0/9/30098279/leal_j.c._%282015%29_southern_modernisms_-_from_a_to_z.pdf. The chapter is an extended version of a paper presented at the Conference “Southern Modernisms: critical stances through regional appropriations,” held in Porto, February 19-21, 2015.

Variações sobre uma manobra

Mãos de Miró, de autor anónimo e da Gigante de Olot na exposição Maniobra de Perejaume

Resenha-ensaio do livro Mareperlers i ovaladors (Barcelona: Museu Nacional d’Art de Catalunya e Edicions 62, 2014), de Perejaume, publicado na Re·Vis·Ta 1 (Abril de 2016).

The aesthetic of Lisbon: Writing and practices during the early 20th century

My PhD thesis. Follows the abstract, the thesis can be read in its entirety here. This study tries to tackle the notion of “urban aesthetics” as it was articulated throughout the first three decades of the 20th century in Portuguese writing on the city, and practised in different forms of spatial production. A diffuse vocabulary – estética urbana, estética citadina, estética da cidade, das edificações, da rua … – signals a persistent understanding of the city as a work of art, both in the way it was experienced – an “urban aesthetic” – and contrived – an “urban aesthetics.

Notas para uma visão crítica da participação

Participação, política e cidade Numa primeira abordagem, participação é uma noção essencialmente política. Refere-se ao direito, consagrado pela Constituição (artigo 267), de que qualquer cidadão participe nos processos de decisão, aos vários níveis da Administração Pública. A participação é neste sentido uma forma de exercício activo de cidadania em democracia. Mais geralmente, a participação cidadã refere-se à contínua construção do bem comum por todos, sem o qual a democracia se esvazia de conteúdo.

Como habitar um corpo sem órgãos (para a Liliana)

Na Oficinas do Convento, ao fundo do claustro, pendura-se um corpo sem órgãos. Ficou só o contorno dos membros, desenhados a cerâmica. Um rosto de sono tranquilo contempla – de olhos fechados – um céu branco de estrelas azuis: são dezenas de pequeníssimos pratos vidrados que cintilam contra o branco deslavado dum arco do claustro, sob os quais se aninha um discreto assento, propício para a meditação ou o namoro.