How Alfred Barr Jr. turned surrealism into fantastic art

Um artigo de Tessel M. Bauduin no Journal of Art Historiography sobre a exposição Fantastic Art, Dada, Surrealism, que teve lugar no MOMA em 1936–1937 e, pelo menos para públicos americanos, foi crucial para fixar e divulgar uma leitura do surrealismo enquanto gênero “fantástico”. Bauduin discute os raízes desta identificação por Alfred Barr, que não era evidente na altura, num texto muito bem pesquisado.

Digital art history

Uma entrevista muito interessante com as organizadores de duas escolas de verão sobre “digital art history” (o título era “Beyond the digitized slide library”), na Artl@s Bulletin. O digital é sem dúvida um tema sem o qual não faz muito sentido pensar o futuro da disciplina, e esta entrevista é um bom contributo para nos lembrar dos impactos que o digital poderá vir a ter, além de facilidades de acesso a conteúdos digitalizados que hoje já fazem possível investigações que há uma década ainda exigiriam uma equipa e fundos consideráveis. As entrevistadas, por outro lado, são saudavelmente escépticas sobre o que de facto é possível e o que, também, se pode perder num uso acrítico de tecnologias digitais.

Inventário de construções naïfs em França

Personne n’avait tenté jusqu’à présent un panorama tendant à l’exhaustivité de ce qui s’avère comme un patrimoine populaire méconnu, les environnements mobiliers ou immobiliers créés par des amateurs, absolument non-professionnels en matière de création artistique. C’est chose faite avec ce livre véritablement monumental (950 pages, plus de 1000 photos). Récemment publié aux Editions du Sandre, il rassemble exactement 305 notices décrivant des sites de styles naïf ou brut, qu’ils soient disparus (les plus anciens furent créés il y a près de deux cents ans, bien avant le Palais Idéal du Facteur Cheval), ou encore présents, parfois toujours en chantier.