Resenha de Arte e comunidade (2016)

Há já um ano ou mais que a volumosa obra Arte e comunidade (Fundação Calouste Gulbenkian, 2016), coordenada por Hugo Cruz, aguardava olhar atento num canto da prateleira. Eis o dia, admitindo desde logo que o que aqui se traz é mais um convite a ler que uma resenha minimamente à altura dos conteúdos do livro, riquíssimo. Uma forma de apresentar o livro é dizer que a iniciativa é da PELE (<www.

Eu, tu, nós: arte, afectos e comunidade vistas desde o Planisfério da Interculturalidade (Almada)

Presentation together with Alexandra Rato and Mariana Fernandes at the II EIRPAC in Porto. Here the abstract in english, for the portuguese abstract and the presentation itself see here. Me, you, us: art, affection and community seen from the “Planisfério da Interculturalidade” (Almada) In this paper we want to discuss the practice of community art projects, based on our own experience as volunteers in the project “Planisfério da Interculturalidade” (Planisphere of Interculturality).

Rastro, de Sara Belo

Acaba de encerrar a exposição de Sara Belo na Galeria Municipal, patente desde 9 de Setembro. A jovem artista, actualmente doutoranda na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, mostrou trabalhos em desenho, dos quais se destacava uma série de oito desenhos de grande formato de vistas do solo, paisagens horizontais de ervas, vagens, folhas, palha, tudo perscrutado de perto e registado com minúcia em grafite e aguadas. Nestes desenhos mil manchas escuras criam uma trama vegetal estranhamente desolada, uma natureza quase sem vida onde por vezes há o rastro da passagem de um corpo ou de um peso.

Tem calma o teu país está a desaparecer

A exposição colectiva “Tem calma o teu país está a desaparecer,” que ocorreu na Galeria Zé dos Bois (ZdB) entre 20 de Outubro de 2012 e 23 de Fevereiro de 2013, integrava o programa de celebração dos 18 anos de existência desta associação, e a sua consequente “passagem à maturidade.” Anos que representam uma longevidade singular, e singularmente produtiva, no panorama da arte contemporânea portuguesa.1 Não foi, contudo, uma exposição orientada por uma perspectiva antológica ou retrospectiva, mostrando antes obras de artistas com quem a ZdB tem vindo a estabelecer relações de maior proximidade, desde os actuais residentes nos ateliers, no início do seu percurso, a artistas de nome já estabelecido com que a ZdB trabalha há mais de uma década.

Take it easy your country is disappearing

The collective exhibition “Take it easy your country is disappearing,” at the Zé dos Bois Gallery (ZdB) between 20 October 2012 and 23 February 2013, was part of a larger programme to celebrate the association’s 18 years of activity and thus its “coming of age.” These years correspond to a remarkable—and remarkably productive—longevity on the Portuguese contemporary art scene.1 However, the exhibition’s intent was not anthological or retrospective. Rather, it showed works from artists close to the ZdB: from the current resident artists, at the start of their careers, to already established artists who have been working with the ZdB for more than a decade.

Resistência, de Ana Almeida Pinto

Dentro da programação da Cidade (Pre)Ocupada, organizada pelas Oficinas do Convento, uma série de exposições vão ocupando a Galeria Municipal. Relatamos aqui as nossas impressões da primeira, Resistência, que entre os dias 15 e 21 de Junho apresentava os resultados da residência da artista portuense Ana Almeida Pinto nas Oficinas. Na entrada da Galeria umas estranhas e intrigantes formas, como se de folhados de chocolate se tratassem, abriam o apetite. Os folhadinhos mais não são que pedaços de xisto que a artista trouxe dos lados do Porto e expôs a altas temperatura (à volta de 1100º C), nos fornos do Telheiro.