Claire Raymond pergunta: Pode haver uma estética feminista?

Na Comunicação e Sociedade 32 (respeitável revista do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade do Minho) a tradução de um texto de Claire Raymond, professora na Universidade da Virgínia.

O ensaio é uma reflexão sobre a escrita do seu livro recente, Women Photographers and Feminist Aesthetics, e sobre as possibilidades e dificuldades de articular um “espaço do feminino” na arte, procurando “minar” o “desconforto social e intelectual” enquanto ao habitar deste espaço, de “ser mulher.”

Para uma política económica local alternativa

Tenho vindo a envolver-me com a Cooperativa Integral Minga, e daí veio-me às mãos este livrinho bilingue, com o título Uma política económica local alternativa: Experiências de desenvolvimento local autónomo e autogestionario no Alentejo, Algarve e Andaluzia (2017). É coordenado pela Autonomía Sur, uma cooperativa andaluza, e propõe um modelo económico diferente para o desenvolvimento da euro-região Alentejo-Algarve-Andaluzia (caracterizada na introdução). O livro pode ser descarregado gratuitamente em pdf aqui.

Defesa da leitura, por José Pacheco Pereira

O Almanaque Republicano reproduz um texto de José Pacheco Pereira em defesa da leitura – e contra o “mito perigoso” de que a leitura esteja a emigrar de um meio para outro. Nostalgia pelas livrarias de outrora, mas também uma crítica à “pequena corrupção nos meios culturais” e à “nova ignorância” e uma apologia do “browsing físico” (“Quem compra livros escolhe muitas vezes pela possibilidade de encontrar livros que não conhecia…")

Fernando Lemos revisitado por Vasco Rosa

De Vasco Rosa, no Observador, um longo texto sobre esta figura algo esquecida (cada vez um pouco menos?), Fernando Lemos, um dos surrealistas portugueses. Cá é conhecido principalmente, quando não em exclusivo, pelas suas fotografias desta altura (fins dos anos 40, inícios dos 50), mas fez a maior parte da sua fértil carreira no Brasil. Leitura recomendada (tal como o documentário que Jorge Silva Melo lhe dedicou, motivo para o artigo).

Lisboa cresceu em mancha de óleo?

Na Estudo Prévio, revista do Centro de Estudos de Arquitectura, Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa, um muito interessante texto do arquitecto João Caria Lopes que questiona a leitura do crescimento de Lisboa através do modelo da “mancha de óleo”.