A Iconologia segundo Hans Belting

Recensão de “Image, Medium, Body: A New Approach to Iconology,” in Critical Inquiry 31 (Winter 2005). Neste artigo, o autor parte de insuficiências das teorias da imagem existentes, por não atenderem à relação íntima entre imagem mental e física e a interacção entre elas; por isso, conclui a necessidade de uma concepção global e operativa da imagem, válida tanto para o presente como o passado, que parte de uma abordagem que define como antropológica e cujo centro é a prática das imagens, a sua actualização através da utilização pelo espectador.

Imagem e corpo da Rainha Santa: Uma leitura iconográfica relacional do túmulo de D. Isabel

Um trabalho antigo dos tempos universitários. A Natureza e as lendas permanecem iguais no tempo e na memória dos homens; os monumentos, porém, que são narrativas em laudes de calcário, alvo ou corado, a cada século que passa contam se como os velhos que viram tombar muitas gerações. (V. Correia, 1946, p. 380) Introdução: corpo e imagem Des images médiévales, on dira qu’elles sont dans l’histoire. Non parce qu’elles reflètent la réalité ou témoignent des mentalités d’une époque, mais parce qu’elles sont engagées dans des actes sociaux et qu’elles contribuent à nouer des interactions entre les hommes, comme entre la terre et le ciel, tout en créant des configurations signifiantes singulières.

A Fortaleza da N.S.ª dos Prazeres

Uma abordagem a partir d’O Engenheiro Português de Manuel de Azevedo Fortes

Planta da Fortaleza da N.S.ª dos Prazeres

Trabalho dos tempos universitários sobre a Fortaleza de N.S.ª dos Prazeres, no Brazil, também chamada de Iguatemi, nome do rio junto do qual foi erguida. A fortaleza é analisada a partir do influente tratado O Engenheiro Português, composto por dois grossos tomos que abrangem todas as áreas ligadas à fortificação e pensado para acompanhar o ensino administrado nas Aulas de Fortificação em Lisboa.

Monumentalidade e espaço público em Lourenço Marques nas décadas de 1930 e 1940: dois casos de estudo

Abstract: Lourenço Marques, actual Maputo (Mozambique), is subjected to a series of aesthetic interventions in its public space during the 1930s e 1940s. These seek to “monumentalize” and “portugalize” the city, responding to its recently acquired status as capital of the Colony. Two important monuments appear as especially important and exemplary: the Padrão de Guerra, a first war memorial (1935), and the monument to the hero of the “pacification campaigns” of the 1890s, Mouzinho de Albuquerque (1940). Around these monuments, a large number of commemorative and celebrative practices is developed. Such practices posit the monument as a “national allegory” and reproduce, in the context of a modern city, auratic and cult values. As such, they add an important dimension to the monument’s role in the authoritarian reformulation of the city’s public space as an “imperial” space, as well as in the putative hegemonization of the representations of the community imagined as a “Nation.” They allow, therefore, to approach the political-ideological use and utility of the monument within the organization of public space.

As transformações do espaço público, segundo Daniel Innerarity

Um dos mais acessíveis relatos sobre as transformações contemporâneas do espaço público é El nuevo espacio público (2006), do filósofo espanhol Daniel Innerarity (há uma tradução portuguesa de Manuel Ruas, O novo espaço público, Teorema, 2010). O seu interesse principal consiste no carácter exaustivo mas sintético com que mapeia todas as grandes questões com que o entendimento do espaço público hoje se debate. Este livro retomou e aprofundou um capítulo, intitulado “Os novos espaços públicos”, de La sociedad invisible (2004, igualmente com tradução de M.