Marcelo Expósito. Conversación com Manuel Borja-Villel (resenha do livro)

A partir do livro “Marcelo Expósito. Conversación con Manuel Borja-Villel” (Madrid: Ediciones Turpial., 2015) este texto defende a necessidade de um projecto comum, crítico e comprometido, para a cultura portuguesa. Entre resenha e ensaio, pretende contribuir para um pensamento político da cultura em Portugal. Texto publicado na Punkto.

Todo o património é poesia, no Fórum Eugénio Almeida

Todo o património é poesia? Visto da arte contemporânea a resposta é sim, de acordo com Filipa Oliveira, curadora da exposição com este título que está no Fórum Eugénio Almeida em Évora até ao dia 28 deste mês. Com o título a curadora quis sublinhar como o património é sempre o resultado imprevisível de um olhar sobre o mundo que nos rodeia. Olhar, discurso ou ficção, património é uma noção ambígua, que se alimenta de vestígios de um passado para projectar uma identidade capaz de abranger o presente.

Mergulhar no sono, de Virgínia Fróis

No vestíbulo da Galeria Municipal, dois vasos pendurados. Um contém água; o outro terra com uma silva plantada. Circunscrevem o início e o fim da obra: água que dá o barro e a vida, silvas que reclamam de volta à terra todo o labor da nossa mão. Que labor? Aqui, há algo de agarrar o nada do sonho pela mais terrena das artes. Um pequeno pormenor junto de uma das peças insinua-o: um punhado de terra – o vazio da mão fechada – agarrada e atirada ao fogo.

Ecúmena, de Sérgio Bilou Carronha

Sérgio Carronha, Ecúmena, 2017

Para quem conhece o espaço da galeria há uma primeira surpresa na entrada, que se faz pela primeira porta, normalmente fechada. Depois, lá dentro, uma grande construção em cana e ramos de eucalipto dá por momentos a ideia de que estamos num lugar maior – e mais opaco – do que nos lembrávamos.

Madonas, de Beatriz Manteigas

Beatriz Manteigas mostra as suas “Madonas” na Galeria Municipal até ao dia 26 de Maio. São sete obras de grande formato, a pastel de óleo sobre tela, mais uma dúzia de desenhos sobre papel de corpos de mulher. Embora o título remeta para um género tradicional de representação da Virgem Maria, as mulheres bem terrenas de Beatriz Manteigas não precisam de filho (santo ou outro) para reivindicar um lugar na imagem.

Um apanhado da PreOcupada

A Cidade PreOcupada, evento cultural das Oficinas do Convento, ocupou entre 14 de Junho e 9 de Julho os espaços de Montemor. Aqui um breve registo das exposições e instalações que trouxe à cidade. 21 de Junho, Galeria Municipal. Liliana Velho abre o seu mundo de corpos de mulher em fragmentos, de corações espetados, ossos tagarelas, pés abandonados, flores secas e pentes de todos os feitios, tudo desenhado a cerâmica em todas as cores do barro.